ALTA RENDA BLOG 2026 – Quem viaja de mala pronta sabe o quanto pequenos detalhes fazem diferença na experiência dentro do aeroporto, e é exatamente sobre isso que viemos trazer novidade fresquinha hoje. Trouxemos essa matéria com dados divulgados pelo BTG Pactual sobre uma mudança recente nos benefícios de viagem dos seus cartões premium, que já está valendo para quem tem Black, Ultrablue e TAP Mastercard Black.
Mudando de assunto: se você curte ficar por dentro de tudo o que acontece no universo de cartões de crédito, investimentos e benefícios de alta renda, vale muito a pena continuar de olho por aqui no Alta Renda Blog. E para não perder nenhuma novidade, entra de graça no nosso canal de notícias no WhatsApp.

BTG restringe acesso aos restaurantes do DragonPass e só libera salas VIP para clientes Black e Ultrablue
Se você é cliente BTG Pactual e vive de mala pronta, presta atenção nessa: o banco ampliou a parceria com o DragonPass, mas deixou de fora um dos benefícios mais queridinhos de quem viaja com frequência — o acesso aos restaurantes conveniados dentro dos aeroportos. Na prática, isso significa que os portadores elegíveis vão poder usar seus acessos apenas nas salas VIP credenciadas, sem o já tradicional benefício de trocar entradas por crédito em restaurantes parceiros ao redor do mundo.
Antes de sair batendo o pé, vale entender direitinho o que mudou, por que isso aconteceu e, principalmente, o que fazer se você é do time que prefere almoçar bem antes de embarcar. Vamos destrinchar tudo com calma.
1. O que aconteceu: BTG amplia o DragonPass, mas deixa restaurantes de fora
Com a recente atualização de benefícios, os cartões BTG Black e o co-branded TAP Mastercard Black deixaram de operar exclusivamente com o programa LoungeKey e passaram a contar também com o DragonPass para o acesso às salas VIP em aeroportos. Até aqui, ótima notícia: mais uma rede de lounges para escolher, mais opções na hora de aguardar o voo com conforto.
O problema é que o banco optou por liberar apenas o acesso às salas VIP credenciadas no DragonPass. Os restaurantes participantes do programa — que em muitos aeroportos ao redor do mundo aceitam créditos do DragonPass como forma de pagamento — ficaram fora da cobertura para os clientes do BTG.
Na prática, isso quer dizer que, ao abrir o aplicativo do DragonPass, o cliente BTG pode até visualizar restaurantes listados como parceiros da rede, mas não conseguirá utilizar esse benefício específico. O acesso fica restrito exclusivamente às salas VIP credenciadas.
Vale destacar que essa não foi a primeira movimentação do BTG envolvendo esses dois programas nos últimos meses. O banco já havia sinalizado, em comunicados anteriores, a intenção de migrar integralmente do LoungeKey para o DragonPass em algumas linhas de cartão, e depois recuou parcialmente em outras — um vaivém que tem deixado parte dos clientes de alta renda um pouco confusos sobre qual rede vale efetivamente para o seu cartão em um determinado momento. Isso reforça a importância de sempre conferir a condição vigente diretamente no aplicativo antes de contar com o benefício em uma viagem específica.
2. Como funciona o acesso às salas VIP com o BTG e o DragonPass
O DragonPass não é uma novidade completa para o cliente BTG — o que mudou foi a adição desse programa ao lado do LoungeKey, que já era utilizado nos cartões Black, Ultrablue e TAP Mastercard Black. A ideia do banco foi ampliar a rede de lounges disponível, já que o DragonPass tem cobertura em aeroportos onde o LoungeKey historicamente tinha menos presença.
Veja como cada linha de cartão do BTG está posicionada atualmente:
| Cartão | Programa de salas VIP | Acesso a restaurantes | Quantidade de acessos |
|---|---|---|---|
| BTG Black | DragonPass | Não disponível | 4 acessos gratuitos por ano |
| TAP Mastercard Black | DragonPass | Não disponível | Conforme regulamento do cartão |
| BTG Ultrablue | DragonPass + LoungeKey | Não disponível | Ilimitado para titular e adicionais |
O gerenciamento continua sendo feito pelo aplicativo do BTG, que mostra a quantidade de acessos disponíveis e permite localizar as salas VIP credenciadas próximas ao seu ponto de embarque. Ou seja, do ponto de vista operacional, nada muda para quem usa apenas as salas VIP — a diferença aparece justamente para quem tinha o hábito de trocar o acesso por uma refeição em um restaurante parceiro.
Para quem contrata o módulo de viagem do BTG, vale reforçar como funciona a lógica dos acessos. No caso do cartão Black, o titular tem direito a 4 acessos gratuitos por período de vigência do módulo, e esse número não sofreu alteração com a migração para o DragonPass. Já no Ultrablue, a proposta é mais generosa: o titular conta com acessos ilimitados, e ainda há uma franquia anual de acessos gratuitos para acompanhantes, o que torna o cartão bastante competitivo entre os produtos voltados para quem viaja com frequência e não viaja sozinho.
O cancelamento ou a contratação desses módulos, aliás, é feito diretamente pelo aplicativo do BTG Pactual: dentro do menu principal, o cliente acessa a opção “Cartão”, depois “Benefícios do cartão” e escolhe a aba correspondente ao módulo desejado. É por esse mesmo caminho que dá para acompanhar quantos acessos ainda restam antes de uma viagem, o que ajuda a evitar surpresas na hora do embarque.
Outro detalhe que costuma gerar dúvida é sobre o cartão TAP Mastercard Black. Diferente do Black tradicional, o TAP não trabalha com a lógica de módulos avulsos — ele já vem com um pacote de benefícios fechado, que inclui o próprio programa de fidelidade da companhia aérea e vantagens específicas para quem viaja com frequência dentro do ecossistema TAP.
3. Por que os restaurantes ficaram de fora da cobertura
Aqui vale uma explicação importante que muita gente não sabe: o acesso a restaurantes não é um benefício obrigatório dentro do contrato do DragonPass. Quando uma instituição financeira fecha parceria com a plataforma, ela pode personalizar a rede oferecida aos seus clientes, inclusive excluindo salas VIP específicas ou os restaurantes conveniados.
Essa flexibilidade contratual permite que cada banco monte sua própria política de benefícios, levando em conta custo e estratégia comercial. O BTG confirmou que os restaurantes não fazem parte da cobertura oferecida aos seus clientes, mas não detalhou publicamente os motivos da decisão.
Vale lembrar que o DragonPass costuma oferecer condições comerciais mais competitivas para os emissores de cartão em comparação a outros programas, o que ajuda a explicar sua adoção crescente entre bancos brasileiros nos últimos meses. Só que, como cada contrato é negociado de forma individual, a experiência final pode variar bastante de um banco para o outro — e é exatamente isso que está acontecendo agora com o BTG.
Do ponto de vista do banco, faz sentido entender essa decisão como parte de uma estratégia mais ampla de custos. Cada acesso — seja a uma sala VIP, seja a um restaurante — representa um valor pago pelo banco à plataforma do DragonPass. Quanto maior o volume de clientes elegíveis, maior o impacto financeiro de cada benefício adicional incluído no pacote. Reduzir a cobertura para apenas as salas VIP, mantendo a quantidade de acessos gratuitos, é uma forma de controlar esse custo sem reduzir, ao menos no papel, o número de benefícios oferecidos.
Esse tipo de ajuste não é exclusivo do BTG nem do mercado brasileiro. É comum ver bancos ao redor do mundo revisando periodicamente os contratos com plataformas como o DragonPass, o Priority Pass e o LoungeKey, ora ampliando, ora reduzindo a cobertura, sempre em busca do equilíbrio entre atratividade do cartão e sustentabilidade financeira do benefício oferecido.
4. O BTG não é o único banco que limita esse benefício
Se você tem outros cartões premium na carteira, talvez já tenha notado que essa não é uma prática exclusiva do BTG. O C6 Bank, por exemplo, também utiliza o DragonPass em seus cartões e igualmente não oferece o acesso aos restaurantes conveniados — apenas às salas VIP.
Isso mostra uma tendência entre os bancos que adotaram o programa recentemente: priorizar a ampliação da rede de lounges, que é o benefício mais procurado e mais divulgado, e deixar de lado o crédito para restaurantes, que tem menor visibilidade, mas que na prática faz muita diferença para quem viaja com frequência.
Para facilitar a comparação, veja como fica o cenário entre alguns dos principais emissores que utilizam o DragonPass no Brasil atualmente:
| Banco | Programa de salas VIP | Acesso a restaurantes |
|---|---|---|
| BTG Pactual | DragonPass (Black, TAP) / DragonPass + LoungeKey (Ultrablue) | Não disponível |
| C6 Bank | DragonPass | Não disponível |
| Cartões com Visa Airport Companion | DragonPass via VAC | Varia conforme o emissor |
Essa comparação ajuda a entender que a restrição imposta pelo BTG não é um caso isolado, mas sim parte de uma tendência mais ampla entre os bancos que passaram a adotar o DragonPass recentemente no país. Isso não significa que a situação não possa mudar no futuro — como o próprio histórico recente do BTG mostra, os contratos com esses programas costumam ser revisados com alguma frequência, e não é incomum que benefícios excluídos em um primeiro momento sejam reincluídos depois, dependendo da repercussão entre os clientes e da força competitiva do mercado.
5. Por que o acesso a restaurantes é tão valorizado por quem viaja bastante
Nos últimos anos, o acesso a restaurantes em aeroportos se tornou um dos benefícios mais valorizados pelos viajantes frequentes, e não é por acaso. Em muitos terminais, especialmente durante horários de pico, as salas VIP podem operar com filas ou capacidade reduzida. Quem já tentou entrar em um lounge lotado no meio de uma conexão apertada sabe bem do que estamos falando.
Nesses casos, utilizar um restaurante conveniado costuma ser uma alternativa muito mais confortável, com refeições completas e atendimento mais rápido do que em uma sala VIP cheia. Além disso, em vários aeroportos, as ofertas de alimentação dos restaurantes parceiros são superiores às opções disponíveis dentro das próprias salas VIP — o que faz esse benefício ser, para muitos viajantes, até mais interessante do que o próprio lounge.
Uma estratégia bastante comum entre quem viaja com frequência é justamente combinar os dois: fazer a refeição em um restaurante conveniado e, depois, buscar uma sala VIP menos cheia apenas para descansar até a hora do embarque. Com a nova configuração do BTG, essa combinação deixa de ser possível para quem depende apenas dos benefícios do banco.
Há ainda outro fator que costuma pesar na balança: em viagens internacionais com conexões longas, especialmente em aeroportos-hub muito movimentados na Europa, Ásia ou Estados Unidos, encontrar uma sala VIP disponível pode ser um desafio à parte, já que a demanda costuma superar a capacidade em determinados horários do dia. Ter a opção de recorrer a um restaurante conveniado nesses momentos funciona quase como um plano B garantido, evitando que o passageiro fique sem nenhuma alternativa de conforto durante a espera.
Além disso, para famílias ou grupos que viajam juntos, o benefício de restaurante costuma ser especialmente valioso. Em vez de dividir o grupo entre quem consegue vaga na sala VIP e quem fica de fora por conta da lotação, o restaurante conveniado permite reunir todo mundo à mesa, o que facilita bastante a logística antes de um voo, principalmente quando há crianças ou idosos no grupo.
6. O que fazer se você é cliente BTG e gosta de usar restaurantes conveniados
Se restaurante em aeroporto é algo que você não abre mão nas suas viagens, o caminho agora é buscar complementar o benefício com outro cartão que ofereça essa cobertura, ou simplesmente pagar a conta diretamente quando for a um estabelecimento parceiro do DragonPass.
Antes de qualquer viagem, o ideal é sempre conferir dentro do próprio aplicativo do DragonPass quais estabelecimentos estão disponíveis para a sua modalidade de acesso, já que a rede credenciada pode mudar com o tempo e varia bastante de aeroporto para aeroporto. Isso vale tanto para quem usa BTG quanto para quem tem cartões de outros bancos parceiros do programa.
Outro ponto importante: como o benefício de salas VIP do BTG está passando por ajustes recentes — inclusive com idas e vindas na composição entre LoungeKey e DragonPass em diferentes linhas de cartão — vale a pena revisar periodicamente as condições vigentes direto no aplicativo do banco ou nas páginas oficiais dos cartões, já que as regras têm mudado com uma frequência incomum nos últimos meses.
Uma dica prática para quem tem múltiplos cartões premium na carteira é montar uma espécie de checklist antes de cada viagem internacional: verificar quais programas de sala VIP estão ativos em cada cartão, conferir se algum deles ainda mantém o benefício de restaurantes, e anotar quais aeroportos do roteiro têm boa cobertura de cada rede. Isso evita a frustração de chegar ao aeroportos contando com um benefício que, na prática, não está mais disponível para aquele cartão específico.
Vale também acompanhar comunicados do próprio banco e de veículos especializados no assunto, já que mudanças como essa costumam ser anunciadas com pouca antecedência e nem sempre chegam de forma clara até o cliente final. Ficar de olho nesse tipo de atualização é a melhor forma de aproveitar ao máximo os benefícios do cartão sem contar com algo que já não faz mais parte da cobertura.
7. Vale a pena manter o cartão BTG por causa das salas VIP?
Apesar da restrição aos restaurantes, é importante colocar a mudança na balança de forma justa. A chegada do DragonPass amplia a rede de salas VIP disponível para os clientes elegíveis do BTG, complementando, em vários aeroportos, os benefícios já oferecidos pelo LoungeKey. Para quem viaja para destinos onde a cobertura do DragonPass é mais forte, isso pode representar, na prática, mais opções de conforto antes do embarque — mesmo sem o crédito em restaurantes.
O ponto de atenção fica mesmo para quem tinha o hábito de usar esse benefício específico com frequência. Nesse caso, vale considerar se outro cartão do seu portfólio oferece cobertura de restaurantes, e usar o BTG estrategicamente para as salas VIP, deixando a refeição por conta de outro benefício ou do pagamento direto.
É importante lembrar também que a anuidade e as taxas envolvidas em cartões dessa categoria costumam levar em conta um pacote amplo de benefícios, que vai muito além do acesso a salas VIP: seguro viagem, proteção de compras, cashback em estabelecimentos parceiros no exterior, isenção de IOF em compras internacionais, entre outros. Avaliar a permanência no cartão apenas pelo critério das salas VIP pode não refletir o valor total que o produto entrega no dia a dia.
8. Um histórico de idas e vindas: o que já mudou nos benefícios de viagem do BTG
Para quem acompanha de perto os benefícios de cartões de alta renda, não é novidade que o BTG tem revisado com frequência incomum a composição dos programas de sala VIP oferecidos aos seus clientes ao longo dos últimos meses. Em um primeiro momento, o banco anunciou a substituição integral do LoungeKey pelo DragonPass em todas as linhas de cartão elegíveis. Pouco tempo depois, revisou essa decisão especificamente para o cartão Ultrablue, voltando a oferecer os dois programas simultaneamente e de forma ilimitada para essa categoria de cliente.
Esse tipo de movimento sugere que o banco está testando diferentes configurações de custo e benefício antes de consolidar uma política definitiva. Para o cliente, isso reforça a necessidade de acompanhar as atualizações com atenção, já que uma condição vigente hoje pode ser ajustada novamente nos próximos meses — para melhor ou para pior, dependendo da linha de cartão e do momento.
Vale destacar que mudanças desse tipo não são incomuns no mercado de cartões premium como um todo. Bancos e instituições financeiras revisam periodicamente contratos com plataformas de sala VIP, seguradoras de viagem e programas de pontos, sempre buscando o equilíbrio entre a percepção de valor entregue ao cliente e o custo operacional de manter cada benefício ativo.
Perguntas frequentes sobre o BTG e a restrição de restaurantes no DragonPass
O BTG confirmou oficialmente essa restrição?
Sim, o banco confirmou que os restaurantes parceiros do DragonPass não fazem parte da cobertura oferecida aos clientes elegíveis, embora não tenha detalhado publicamente os motivos da decisão.
Quais cartões do BTG são afetados?
A restrição vale para os clientes elegíveis ao DragonPass dentro do portfólio BTG, incluindo os cartões Black, Ultrablue e TAP Mastercard Black, que tiveram o benefício de salas VIP atualizado recentemente.
Existe alguma forma de liberar o acesso aos restaurantes pelo BTG?
Não. A configuração da rede de benefícios é definida diretamente no contrato entre o banco e o DragonPass, e não há como o cliente ativar esse benefício de forma individual.
Outros bancos também restringem esse benefício?
Sim. O C6 Bank, que também utiliza o DragonPass em seus cartões premium, igualmente não oferece o acesso aos restaurantes conveniados, apenas às salas VIP credenciadas.
Como saber se um restaurante específico está coberto pelo meu cartão?
O caminho mais seguro é sempre consultar o próprio aplicativo do DragonPass antes da viagem, verificando quais estabelecimentos estão disponíveis para a sua modalidade de acesso, já que a listagem pode incluir restaurantes que não são cobertos pelo seu banco emissor.
A quantidade de acessos gratuitos às salas VIP mudou com essa atualização?
Não. A quantidade de acessos gratuitos permanece a mesma para cada categoria de cartão; o que muda é apenas a plataforma responsável pela gestão desses acessos e a exclusão do benefício de restaurantes.
O benefício de restaurantes pode voltar a ser oferecido no futuro?
É possível. O histórico recente do BTG mostra que a composição dos programas de sala VIP tem sido revisada com frequência, então não se pode descartar uma eventual reinclusão do benefício em uma próxima atualização.
O cartão Ultrablue tem alguma vantagem em relação ao Black nesse cenário?
Em termos de salas VIP, sim: o Ultrablue conta com acessos ilimitados tanto pelo DragonPass quanto pelo LoungeKey, além de franquia para acompanhantes. Ainda assim, a restrição de restaurantes vale igualmente para essa linha de cartão.
Como acompanho futuras mudanças nesse benefício?
O caminho mais confiável é verificar periodicamente o aplicativo do BTG e as páginas oficiais dos cartões no site do banco, já que atualizações como essa costumam ser publicadas ali antes de ganharem ampla divulgação.
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