ALTA RENDA BLOG 2026 – O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial após uma crise de liquidez que ganhou força com os desdobramentos do caso Banco Master, acendendo um alerta relevante no mercado financeiro. A solicitação foi protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo e reúne dados oficiais divulgados pela própria Grupo Fictor, incluindo compromissos financeiros bilionários e a estratégia adotada para reorganizar suas operações sem interromper atividades consideradas economicamente viáveis.
Em meio a esse cenário, o episódio reforça o debate sobre risco reputacional, liquidez e decisões regulatórias no sistema financeiro brasileiro. Para acompanhar mais análises, notícias urgentes e matérias exclusivas do mundo financeiro, acesse o Alta Renda Blog clique aqui e participe também do nosso canal gratuito de notícias no WhatsApp clique aqui.

O Grupo Fictor protocolou, neste domingo (1º), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. A medida ocorre em meio a uma crise de liquidez que, segundo a companhia, está diretamente ligada aos desdobramentos do caso Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em novembro.
De acordo com o comunicado oficial, o objetivo do pedido é reorganizar a operação e assegurar o pagamento integral dos compromissos financeiros, estimados em cerca de R$ 4 bilhões, sem aplicação de deságio aos credores.
O que é recuperação judicial?
A recuperação judicial é um instrumento legal que permite à empresa:
- Suspender cobranças e bloqueios por um período determinado;
- Negociar um plano de reestruturação com credores;
- Manter as atividades operacionais, evitando a falência.
No caso da Fictor, o grupo solicitou 180 dias de suspensão das cobranças para construir um ambiente estruturado de negociação.
Principais pontos do pedido da Fictor
- Dívida total estimada: R$ 4 bilhões
- Pedido de suspensão: 180 dias
- Proposta aos credores: pagamento sem desconto (sem deságio)
- Empresas incluídas: Fictor Holding e Fictor Invest
- Subsidiárias: ficam fora da recuperação judicial
Segundo a companhia, o período de suspensão permitirá a apresentação de um plano com novas condições e prazos, sem interromper as operações.
Relação com o caso Banco Master
A Fictor atribui a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada em 18 de novembro de 2025. À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta de aquisição do banco, operação que foi suspensa após a decisão do Banco Central.
Em nota, o grupo afirma que:
“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, gerando um grande volume de notícias negativas, o que impactou diretamente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding.”
Medidas adotadas antes da recuperação
A empresa destacou que, desde o início de suas operações, não havia registrado atrasos em seus compromissos financeiros. Diante do cenário adverso, foi implementado um plano de reestruturação antes do pedido de recuperação judicial, que incluiu:
- Redução da estrutura física;
- Diminuição do número de funcionários;
- Proteção aos direitos trabalhistas, com foco em agilizar indenizações.
Segundo o grupo, essas ações visaram preservar a continuidade do negócio e mitigar impactos sociais.
Atuação do Grupo Fictor
Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua em diferentes frentes da economia brasileira:
- Indústria alimentícia
- Energia
- Infraestrutura
- Soluções de pagamento
No pedido apresentado à Justiça, a empresa reforçou que as subsidiárias não estão incluídas na recuperação judicial e devem manter suas rotinas, contratos e operações normalmente.
Resumo em planilha
| Item | Informação |
|---|---|
| Empresas em recuperação | Fictor Holding e Fictor Invest |
| Dívida estimada | R$ 4 bilhões |
| Prazo solicitado | 180 dias |
| Deságio proposto | Não |
| Subsidiárias | Fora do processo |
| Motivo central | Crise de liquidez após caso Banco Master |
Posicionamento final do grupo
Após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor afirmou que a eventual aquisição estava condicionada à análise e aprovação dos órgãos reguladores, colocando-se à disposição das autoridades para esclarecimentos adicionais.
A recuperação judicial, segundo a empresa, busca preservar ativos economicamente viáveis, manter empregos e garantir um processo de pagamento estruturado aos credores.

