Itaú Revela Nova Queda no Consumo das Famílias; Serviços Também Perdem Força em 2026

ALTA RENDA BLOG 2026 – O comportamento do consumo das famílias brasileiras voltou a chamar a atenção do mercado. Dados divulgados pelo Itaú mostram que os gastos perderam força pelo segundo mês consecutivo, sinalizando uma desaceleração mais ampla da atividade econômica e alcançando até mesmo o setor de serviços, que vinha demonstrando maior resistência ao cenário de juros elevados. Nesta matéria, você confere os principais números do levantamento, entende o que está por trás dessa mudança e descobre como esse cenário pode impactar consumidores, empresas e o mercado financeiro.

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Consumo das famílias perde força e serviços também desaceleram: o que os novos dados do Itaú revelam sobre a economia brasileira

O consumo das famílias brasileiras voltou a perder intensidade em junho, reforçando a percepção de que a economia entrou em uma fase de crescimento mais moderado. Os dados fazem parte do IDAT-Atividade, indicador desenvolvido pelo Itaú para acompanhar, praticamente em tempo real, o comportamento dos gastos realizados por cartões e outros meios eletrônicos de pagamento.

O levantamento mostra que a desaceleração deixou de atingir apenas setores mais dependentes do crédito e passou a alcançar também o segmento de serviços, considerado um dos principais motores da economia nos últimos meses.

A seguir, entenda o que mudou, quais setores foram mais afetados e o que isso pode significar para consumidores, empresas e investidores.


O que é o IDAT-Atividade do Itaú?

O IDAT-Atividade é um indicador econômico criado pelo Itaú que acompanha o comportamento do consumo das famílias por meio das transações realizadas com cartões de crédito, débito, Pix e outros meios eletrônicos de pagamento.

Sua principal vantagem é oferecer uma leitura praticamente em tempo real da economia, antecipando tendências que posteriormente costumam aparecer nos indicadores oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por isso, o índice é acompanhado por:

  • Economistas;
  • Instituições financeiras;
  • Investidores;
  • Empresas;
  • Gestores públicos.

Como o consumo das famílias representa a maior parcela do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, qualquer mudança relevante nesse indicador pode influenciar projeções sobre:

  • Crescimento econômico;
  • Inflação;
  • Taxa Selic;
  • Mercado de crédito;
  • Estratégias dos bancos.

Consumo caiu pelo segundo mês consecutivo

Em junho, o IDAT-Atividade apresentou queda de 1,7% em relação a maio, considerando os ajustes sazonais.

Foi:

  • a segunda retração consecutiva;
  • a maior queda desde março;
  • mais um sinal de perda gradual de dinamismo da economia.

Esse movimento indica que as famílias passaram a reduzir parte dos seus gastos, principalmente em segmentos mais sensíveis ao cenário de juros elevados.


Serviços também começaram a perder força

Um dos pontos que mais chamou atenção no levantamento foi o comportamento do setor de serviços.

Até então, esse segmento vinha sustentando boa parte da atividade econômica brasileira, mesmo diante do crédito mais caro.

Entretanto, em junho, o indicador de serviços registrou queda de 2,2%.

Entre os segmentos afetados estão:

  • Alimentação fora de casa;
  • Hotéis e hospedagem;
  • Turismo;
  • Lazer;
  • Salões de beleza;
  • Serviços pessoais.

Essa mudança é considerada relevante porque demonstra que a desaceleração deixou de ser concentrada apenas em bens financiados e passou a atingir praticamente toda a economia.


Bens duráveis continuam sofrendo com juros elevados

Os produtos que normalmente dependem de financiamento continuam apresentando desempenho mais fraco.

O índice referente aos bens caiu 1,1%.

Enquanto isso, os bens essenciais cresceram discretamente.

Comparativo dos segmentos

SegmentoResultado em junho
Serviços-2,2%
Bens-1,1%
Consumo essencial+0,5%
Bens financiados-3,1%

O avanço dos produtos essenciais foi puxado principalmente pelos supermercados, demonstrando que as famílias continuam priorizando despesas básicas.


Veículos lideram as maiores quedas

Entre os setores mais afetados aparecem justamente aqueles que dependem de crédito de longo prazo.

Maiores retrações

CategoriaVariação
Veículos, motos e peças-4,0%
MóveisQueda
EletrodomésticosQueda
Materiais de construçãoQueda
Equipamentos de informáticaQueda
ComunicaçãoQueda

O comportamento desses segmentos mostra que o custo elevado do financiamento continua pesando no orçamento das famílias.


Desaceleração foi observada em todo o Brasil

O enfraquecimento do consumo não ficou restrito a uma região específica.

Todas as regiões brasileiras registraram queda.

Desempenho regional

RegiãoVariação
Sul-2,7%
Sudeste-2,5%
Nordeste-0,7%
Centro-Oeste-0,7%
Norte-0,3%

Sul e Sudeste concentraram as retrações mais intensas, mas o comportamento foi disseminado em todo o país.


O que explica essa desaceleração?

Na avaliação do Itaú, alguns fatores continuam influenciando diretamente o comportamento do consumidor.

Entre eles:

  • Juros elevados;
  • Crédito mais caro;
  • Financiamentos menos acessíveis;
  • Maior cautela das famílias;
  • Redução do consumo de itens não essenciais.

À medida que o crédito fica mais restrito, parte dos consumidores opta por adiar compras de maior valor e concentrar o orçamento em despesas consideradas prioritárias.


Como isso pode afetar a economia?

Quando o consumo perde força, diversos setores da economia sentem os efeitos.

Entre os possíveis impactos estão:

  • crescimento econômico mais lento;
  • menor expansão do PIB;
  • redução no ritmo das vendas do varejo;
  • menor contratação por empresas;
  • ajustes nas projeções para inflação e juros.

Caso os próximos indicadores do IBGE confirmem essa tendência, o segundo trimestre poderá apresentar um desempenho inferior ao observado no início do ano.


O que isso significa para consumidores?

Embora uma desaceleração econômica possa parecer negativa, ela também produz alguns efeitos que podem beneficiar o consumidor no médio prazo.

Entre eles:

  • maior competição entre bancos por clientes;
  • promoções mais frequentes no varejo;
  • condições comerciais mais atrativas;
  • possibilidade de redução gradual dos juros caso a inflação permaneça controlada.

Ao mesmo tempo, o cenário reforça a importância do planejamento financeiro.

Algumas estratégias podem fazer diferença:

  • evitar financiamentos com juros elevados;
  • priorizar a quitação de dívidas caras;
  • manter uma reserva financeira;
  • comparar ofertas de crédito antes de contratar empréstimos;
  • concentrar gastos em cartões que ofereçam cashback, pontos ou benefícios relevantes.

Perspectivas para os próximos meses

Os economistas continuarão acompanhando os próximos resultados do IDAT e dos indicadores oficiais do IBGE para verificar se essa desaceleração representa apenas um movimento pontual ou o início de uma fase mais prolongada de crescimento moderado.

Caso os juros permaneçam elevados por mais tempo, a tendência é que o consumo continue evoluindo de forma mais cautelosa, especialmente em setores dependentes de financiamento.

Ao mesmo tempo, uma eventual melhora nas condições de crédito poderá estimular novamente as compras de bens duráveis e fortalecer o ritmo da atividade econômica.

Resumo dos principais números

IndicadorResultado
IDAT-Atividade-1,7%
Serviços-2,2%
Bens-1,1%
Consumo essencial+0,5%
Bens financiados-3,1%
Veículos, motos e peças-4,0%
Sul-2,7%
Sudeste-2,5%
Nordeste-0,7%
Centro-Oeste-0,7%
Norte-0,3%

O levantamento do Itaú reforça que o consumidor brasileiro está mais seletivo na hora de gastar. Com juros elevados e crédito mais restrito, compras de maior valor vêm sendo adiadas, enquanto despesas essenciais continuam priorizadas. Para quem acompanha o mercado financeiro, cartões de crédito, investimentos e o cenário econômico, entender esses movimentos é fundamental para tomar decisões mais conscientes e aproveitar oportunidades que possam surgir à medida que a economia evolui.

Com informações Economic News Brasil


Conclusão

Os números divulgados pelo Itaú mostram que a economia brasileira segue em um momento de transição. Com o consumo das famílias perdendo força e o setor de serviços começando a sentir os efeitos dos juros elevados, consumidores, empresas e investidores passam a acompanhar ainda mais de perto os próximos indicadores econômicos. A confirmação dessa tendência poderá influenciar decisões sobre crédito, financiamentos, investimentos e até mesmo os rumos da política monetária nos próximos meses.

Para o consumidor, este também é um momento de reforçar o planejamento financeiro, comparar condições antes de contratar crédito e aproveitar oportunidades oferecidas por bancos e cartões que entreguem benefícios reais, como programas de pontos, cashback e melhores condições de relacionamento.

No Alta Renda Blog, nossa missão é acompanhar diariamente esses movimentos e traduzir os principais acontecimentos do mercado financeiro em informações claras, confiáveis e úteis para que você tome decisões cada vez mais inteligentes sobre seu dinheiro.

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