
São Paulo, 11 de agosto de 2026 – A Itaúsa (B3: ITSA4), maior holding de investimentos de capital aberto do país, registrou lucro líquido recorrente de R$ 8,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, com ROE recorrente de 19,3% (alta de 1,5 p.p.).
O resultado reflete a evolução das empresas investidas, a resiliência do portfólio e a disciplina da Itaúsa na gestão financeira e na alocação de capital. Ao longo do período, a companhia aprovou uma nova capitalização na Aegea, reforçando sua estratégia de crescimento e geração de valor para os acionistas no longo prazo.
Segundo Alfredo Setubal, presidente e diretor de Relações com Investidores da Itaúsa, o desempenho do semestre reforça a solidez da companhia.
“Os resultados do semestre refletem a consistência da nossa estratégia, a qualidade do portfólio e a disciplina na alocação de capital. Seguimos acompanhando de perto a evolução das nossas investidas e contribuindo para a adoção de melhores práticas, sempre com foco na geração sustentável de valor para os acionistas.”
Desempenho das Investidas
O resultado recorrente das empresas investidas, refletido no desempenho da Itaúsa no primeiro semestre de 2026, totalizou R$ 9,4 bilhões, crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi sustentado principalmente pelo Itaú Unibanco (+10%) e pela evolução das investidas do setor não financeiro, que avançaram 32% no período.
O Itaú Unibanco apresentou crescimento sustentável da carteira de crédito, indicadores de inadimplência permaneceram nos melhores níveis históricos, reflexo da estratégia prudente de crédito adotada pelo banco. O crescimento das receitas de serviços e seguros foi impulsionado pelo negócio de seguros, previdência e capitalização. O banco encerrou o período com índice de eficiência de 37,4% no consolidado e 35,5% no Brasil, refletindo ganhos de produtividade e a captura contínua de eficiência decorrente dos investimentos em tecnologia realizados nos últimos anos. O Índice de Capital Nível I atingiu 13,8%, acima do mínimo regulatório (de 9,6%), sustentado pela geração orgânica de capital e por uma política prudente de gestão de recursos.
O avanço observado nas investidas não financeiras reflete a qualidade e resiliência do portfólio de investimentos da holding.
A Dexco manteve a evolução das divisões de Madeira e de Metais e Louças e avançou em seu processo de desalavancagem, embora impactada pela LD Celulose com a queda no preço da celulose solúvel no período e pelos desafios em Revestimentos Cerâmicos. A Alpargatas registrou crescimento de receita, EBITDA e lucro, apoiada por maior volume e melhor mix de produtos no Brasil, além da melhor performance das operações internacionais. Na Motiva, os resultados foram impulsionados pelo início da operação de novos ativos no portfólio, reajustes tarifários e sólido desempenho operacional, com crescimento de tráfego nas plataformas de rodovias e trilhos.
Já o resultado da Copa Energia foi impactado positivamente pelo melhor desempenho operacional e efetividade da sua estratégia comercial. A Aegea apresentou avanço no resultado operacional, embora seu resultado tenha sido impactado pelo aumento das despesas financeiras. O resultado dessa investida refletido na Itaúsa no primeiro semestre foi positivo devido ao efeito do aumento de capital ocorrido no primeiro trimestre deste ano. Por fim, o resultado da NTS refletido na Itaúsa foi impactado pela variação negativa do valor justo do ativo, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Estrutura Financeira e Capital
A Itaúsa encerrou junho de 2026 com caixa de R$ 2,2 bilhões e dívida líquida de R$ 1,2 bilhão, mantendo posição confortável de liquidez e um cronograma de amortização saudável. A companhia não possui vencimentos de principal até 2028.
Em julho foi aprovado novo aumento de capital na Aegea, no valor total de R$ 2,1 bilhões, sendo que o investimento da Itaúsa será de R$ 732 milhões, elevando sua participação acionária para 14,01% no capital total da companhia.
No período, a Itaúsa continuou seu movimento de aumento de participação acionária na Alpargatas, com investimento total de R$ 97 milhões desde o quarto trimestre do ano passado, atingindo 30,62% de participação na investida.
As iniciativas de gestão financeira implementadas nos últimos anos contribuíram para a redução das despesas financeiras da holding e para a preservação de um perfil de endividamento adequado. Ao final do trimestre, a Itaúsa apresentava prazo médio da dívida de 6,7 anos e custo médio de CDI + 1,11%.
No período, a S&P Global reafirmou o rating AAA da Itaúsa, com perspectiva estável.
Pessoas, ética e integridade
No segundo trimestre, a Itaúsa também conquistou, pelo sexto ano consecutivo, a certificação Great Place To Work (GPTW) e foi reconhecida novamente como Empresa Pró-Ética no ciclo 2025-2026, reafirmando seu compromisso com a valorização das pessoas e as melhores práticas de governança, ética e integridade.
Remuneração aos Acionistas e Criação de Valor
A remuneração aos acionistas permaneceu como parte relevante da política de alocação de capital da companhia.
Em 28 de agosto de 2026, serão pagos R$ 2,3 bilhões líquidos (R$ 0,20955 por ação) em JCP, com base nas declarações realizadas em 16.03.2026 e 15.06.2026.
Entre junho de 2025 e junho de 2026, o retorno total ao acionista (TSR) da Itaúsa atingiu 39,2%, superando o desempenho do Ibovespa no mesmo período (23,9%).
Com posição financeira sólida e disciplina na alocação de capital, a Itaúsa segue focada na geração consistente de valor para seus acionistas no longo prazo.
Sobre a Itaúsa
A Itaúsa (B3: ITSA4) é a maior holding brasileira de investimentos com capital aberto, com mais de 50 anos de trajetória e participações em empresas líderes nos segmentos financeiro (Itaú Unibanco), materiais de construção (Dexco), bens de consumo (Alpargatas), infraestrutura (Motiva e NTS) e energia (Copa Energia). Com quase um milhão de acionistas, a Itaúsa investe em empresas e setores que transformam o Brasil, gerando impacto positivo para a sociedade, suas investidas e seus acionistas.
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