ALTA RENDA BLOG 2026 – Quem vive de mala pronta pela América do Sul ganhou mais um motivo para comemorar: com dados divulgados pela Agência Brasil, o Mercosul confirmou o avanço no reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento de viagem, que passa a valer em oito países da região. A seguir, você confere quais destinos já aceitam o novo documento, quando a mudança começa a valer e o que muda na prática para quem viaja.
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Boa notícia para quem viaja pela América do Sul: a Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo RG unificado pelo CPF, passa a ser oficialmente aceita como documento de entrada em oito países da região. A medida amplia as opções de documentação para o brasileiro que viaja a lazer ou a negócios dentro do bloco, e chega em um momento de forte procura por destinos sul-americanos entre viajantes de alta renda, que buscam roteiros mais curtos, câmbio favorável e conexões rápidas a partir do Brasil.
A seguir, reunimos tudo o que já se sabe sobre a nova regra: quais países aceitam a CIN, quando ela passa a valer, o que muda na prática para quem viaja, quais documentos continuam sendo exigidos e como se preparar — inclusive com as recomendações que fazem diferença para quem viaja com cartões premium e benefícios de bagagem, seguro e lounges.
1. Quais países da América do Sul aceitam a CIN
O acordo foi firmado no fim de maio de 2026, durante uma reunião de ministros da Justiça e do Interior do Mercosul realizada em Assunção, no Paraguai. A partir da adaptação técnica e burocrática dos postos de imigração, oito países passam a reconhecer a CIN como documento válido de entrada para turistas brasileiros:
| País | Documentos aceitos hoje | CIN aceita a partir de |
|---|---|---|
| Argentina | RG, Passaporte | Agosto de 2026 (previsão) |
| Paraguai | RG, Passaporte | Agosto de 2026 (previsão) |
| Uruguai | RG, Passaporte | Agosto de 2026 (previsão) |
| Bolívia | RG, Passaporte | Agosto de 2026 (previsão) |
| Chile | RG, Passaporte | Agosto de 2026 (previsão) |
| Colômbia | RG, Passaporte | Agosto de 2026 (previsão) |
| Equador | RG, Passaporte | Agosto de 2026 (previsão) |
| Peru | RG, Passaporte | Agosto de 2026 (previsão) |
Importante: como o cronograma depende da adaptação de cada posto fronteiriço, a recomendação é sempre confirmar junto ao consulado do país de destino, ou com a companhia aérea, se a CIN já está sendo aceita na data da sua viagem. Passaporte e RG tradicional continuam valendo normalmente em todos os oito destinos, então quem já tem um dos dois não precisa correr para trocar de documento antes de embarcar.
2. Quando a nova regra começa a valer, na prática
O acordo do Mercosul que permite a circulação de brasileiros pelos países-membros e associados com apenas um documento de identidade com foto já existe há anos — é o que hoje garante a entrada com RG tradicional na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e nos demais destinos da lista. A novidade de 2026 é que a CIN passou a integrar formalmente essa lista de documentos aceitos, o que exige que cada país atualize seus sistemas de controle de fronteira, treine as equipes de imigração e, em alguns casos, ajuste a leitura do QR Code e da zona de leitura mecânica (MRZ) presentes no novo documento.
Por isso, mesmo com o acordo assinado, o uso efetivo da CIN nas fronteiras deve começar de forma gradual a partir de agosto de 2026, podendo variar de país para país. Quem já possui a CIN física pode tentar usá-la, mas o mais seguro — principalmente para quem depende do documento para embarque de voos internacionais ou conexões apertadas — é levar também o RG tradicional ou o passaporte como alternativa, evitando qualquer imprevisto enquanto a adaptação dos postos está em curso.
O avanço do acordo foi confirmado oficialmente pelo governo brasileiro durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em junho de 2026, quando a Agência Brasil noticiou que o bloco avançou no reconhecimento da CIN como documento válido de ingresso nos países-membros e nos Estados associados. O próprio portal gov.br, por meio dos canais estaduais de identificação civil, já orienta o cidadão de que a CIN pode ser usada como documento de viagem para o Mercosul, reforçando que o passaporte segue sendo a única opção para destinos fora do bloco.
3. O que é a CIN e por que ela substitui o RG tradicional
A Carteira de Identidade Nacional é o novo documento de identidade civil do Brasil, criado para unificar o registro geral (RG) — que até então era emitido de forma independente por cada estado, com numerações e leiautes diferentes — em um único número nacional, atrelado ao CPF. Isso elimina duplicidades de registro, reduz fraudes documentais e simplifica a vida do cidadão em processos que hoje exigem apresentar RG e CPF separadamente.
Entre os principais diferenciais da CIN em relação ao RG tradicional estão:
- QR Code de verificação: permite checar a autenticidade do documento de forma rápida, com leitura digital, semelhante ao que já acontece com passaportes.
- Zona de leitura mecânica (MRZ): facilita a leitura por máquinas em postos de imigração, agilizando a fila de controle de fronteira.
- Numeração única atrelada ao CPF: acaba com a existência de múltiplos RGs para a mesma pessoa em estados diferentes.
- Versões física e digital: a versão digital fica disponível no aplicativo gov.br, mas — como veremos a seguir — não serve para viagens internacionais.
O RG emitido no modelo antigo continua válido em todo o território nacional até 28 de fevereiro de 2032, prazo definido pelo governo federal para a substituição gradual pela CIN. Ou seja, ninguém é obrigado a trocar o documento agora — mas quem pretende viajar pela América do Sul nos próximos meses já tem um motivo a mais para adiantar a emissão.
Vale lembrar que a demanda por agendamentos da CIN cresceu bastante ao longo de 2026, à medida que mais estados ampliaram a rede de postos de atendimento e a capacidade diária de emissão. Quem procura o documento apenas por causa de uma viagem programada deve levar isso em conta e agendar com antecedência, já que a fila de espera pode variar bastante conforme o estado e o período do ano.
4. O que muda na prática para quem viaja
Os brasileiros já podiam viajar para os oito países da lista utilizando o RG tradicional, graças a acordos de livre circulação firmados anteriormente entre os países do Mercosul e associados. A novidade é que a CIN passa a integrar essa mesma lista de documentos aceitos para viagens de turismo — não substitui, apenas se soma às opções já existentes.
Assim, na prática, os oito países parceiros passam a aceitar três tipos de documento de identificação para brasileiros: RG tradicional, passaporte e, à medida que a adaptação avança, a Carteira de Identidade Nacional. Para quem viaja com frequência dentro da região — seja a trabalho, seja em roteiros de lazer combinando dois ou três países vizinhos — isso significa mais flexibilidade na hora de decidir qual documento levar, especialmente para quem ainda não tem passaporte válido ou prefere não usá-lo em viagens mais curtas.
Vale reforçar que essa regra vale apenas para os oito destinos do acordo. Para qualquer outro país, dentro ou fora da América do Sul, o passaporte continua sendo o único documento aceito para brasileiros — a CIN não tem validade como documento de viagem internacional fora desse grupo específico.
5. Quais documentos não são aceitos na fronteira
A imigração de todos os oito países exige a apresentação de um documento físico, com foto atual e em bom estado de conservação, sem rasuras, manchas ou rasgos que comprometam a leitura das informações. Ficam de fora da lista de documentos válidos:
- Versões digitais do RG ou da CIN — mesmo que estejam corretamente cadastradas no aplicativo gov.br, não substituem o documento físico no controle de fronteira.
- CNH (Carteira Nacional de Habilitação) — tanto a versão física quanto a digital não são válidas para esse tipo de viagem internacional.
- Carteiras de órgãos de classe — como OAB, CRM e CREA, mesmo contendo foto e dados oficiais.
- Certidões de nascimento — inclusive no caso de crianças e adolescentes, que precisam de RG, CIN ou passaporte próprio (ou constar no passaporte dos responsáveis, quando aplicável).
Para quem viaja com crianças, vale lembrar que a legislação brasileira exige autorização de viagem para menores que embarcam sem os dois pais, ou apenas com um deles — regra que independe do documento de identidade usado e continua valendo normalmente com a chegada da CIN.
6. Como emitir a CIN antes da viagem
Quem ainda não tem a Carteira de Identidade Nacional e quer se antecipar à nova regra pode solicitar o documento seguindo, de forma geral, os seguintes passos:
- Agendamento: feito no site do órgão de identificação do estado (geralmente vinculado à Secretaria de Segurança Pública ou Polícia Civil local).
- Documentação necessária: CPF, certidão de nascimento ou casamento e comprovante de residência atualizado.
- Atendimento presencial: coleta de foto, assinatura e dados biométricos no posto agendado.
- Retirada ou envio: o prazo de emissão varia por estado, e alguns oferecem modalidades expressas mediante taxa adicional.
Como os prazos e taxas variam bastante entre estados, o ideal é consultar diretamente o canal oficial de identificação civil do seu estado antes de agendar, principalmente se a viagem já tem data marcada.
7. Dica para quem viaja com cartões premium e benefícios de alta renda
Para o viajante que já usa cartões premium como ferramenta de otimização de viagens, a chegada da CIN como documento aceito não muda a estratégia de proteção da viagem — ela só simplifica a burocracia da entrada no país. Alguns pontos continuam valendo a pena de atenção redobrada nesses oito destinos:
- Seguro viagem: mesmo sem exigência formal de visto para a maioria dos destinos da lista, viajar com seguro internacional continua sendo recomendado — muitos cartões de categoria superior (Black, Infinite, Signature) já incluem esse benefício automaticamente ao comprar a passagem com o cartão, o que vale a pena revisar antes de embarcar.
- Acesso a salas VIP: aeroportos como Ezeiza (Buenos Aires), Jorge Chávez (Lima) e El Dorado (Bogotá) têm boa cobertura de lounges de redes como Priority Pass, LoungeKey e Dragon Pass, normalmente incluídas em cartões premium — vale conferir a lista de lounges parceiros de cada rede antes da viagem.
- Programas de milhas: rotas para esses oito países costumam ter boa cobertura em programas como Latam Pass e Smiles, o que pode reduzir bastante o custo do bilhete em roteiros combinando dois ou três destinos da região.
- Vacinação: dependendo do roteiro (especialmente em regiões amazônicas da Bolívia, do Peru e da Colômbia), pode ser exigido certificado de vacinação contra febre amarela — vale confirmar essa exigência específica com o consulado antes de viajar.
Ou seja: o documento de entrada fica mais simples, mas o preparo de uma viagem internacional segue exigindo os mesmos cuidados de sempre — seguro, vacinas quando aplicável e planejamento de milhas e benefícios do cartão.
Outro ponto que costuma passar despercebido é o câmbio. Ao contrário de destinos como Estados Unidos e Europa, a maioria dos países dessa lista aceita — e muitas vezes recompensa melhor — o pagamento em dólar ou até em real em determinados estabelecimentos turísticos, especialmente na Argentina. Por isso, vale a pena revisar antes da viagem qual cartão do seu portfólio oferece a menor cotação do IOF e do spread cambial, já que essa diferença pode compensar mais do que qualquer benefício de milhas em roteiros mais curtos dentro da América do Sul.
8. Perguntas frequentes sobre a CIN como documento de viagem
A CIN substitui o passaporte em qualquer viagem internacional?
Não. A CIN só é aceita como documento de viagem para os oito países do acordo do Mercosul. Para qualquer outro destino, o passaporte continua sendo obrigatório.
Posso usar a versão digital da CIN, pelo aplicativo gov.br, para entrar nesses países?
Não. A imigração exige a apresentação do documento físico, em bom estado de conservação e com foto atual.
O RG tradicional, no modelo antigo, ainda é válido?
Sim. O modelo antigo do RG segue valendo em todo o território nacional até 28 de fevereiro de 2032, e continua sendo aceito nos oito países da lista.
Quando exatamente a CIN passa a valer como documento de viagem?
A expectativa é que os postos de imigração comecem a aceitar a CIN a partir de agosto de 2026, mas a adaptação pode ser gradual e variar de país para país — por isso, vale confirmar antes de embarcar.
Crianças e adolescentes podem viajar apenas com a CIN?
Sim, desde que o documento tenha foto atual do menor. Continua sendo necessária a autorização de viagem quando a criança ou adolescente viaja desacompanhado de um ou dos dois responsáveis legais.
Preciso de seguro viagem mesmo com a CIN aceita nesses países?
Não é uma exigência formal na maioria dos destinos, mas é uma recomendação de segurança — muitos cartões premium já incluem esse benefício ao comprar a passagem com o cartão, o que vale revisar antes da viagem.
Conclusão
A chegada da CIN como documento de viagem aceito em Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru é uma boa notícia para quem viaja com frequência pela América do Sul: mais uma opção de documento, sem eliminar RG tradicional e passaporte, que continuam valendo normalmente. Como a adaptação dos postos de imigração ainda está em curso, o mais seguro para quem tem viagem marcada nos próximos meses é levar também um documento alternativo e confirmar a exigência específica do país de destino antes de embarcar.
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