Recorde de Calote: Nubank Lidera Inadimplência Entre os Maiores Bancos do Brasil

ALTA RENDA BLOG 2026 – O calote nos bancos brasileiros está crescendo, e os números oficiais do Banco Central mostram um retrato que todo investidor e correntista de alta renda precisa conhecer. Trouxemos essa matéria direto dos dados divulgados pelo Banco Central e pelos próprios bancos para você entender, sem enrolação, quem está mais exposto ao calote em 2026 e o que isso muda na prática para o seu dinheiro.

E já aproveitando o momento: se você gosta de acompanhar de perto o que acontece no mundo das finanças, cartões premium, milhas e investimentos, vale a pena ficar por dentro do que preparamos por lá. Entre no nosso canal grátis no WhatsApp e continue explorando notícias exclusivas direto no Alta Renda Blog.


Inadimplência nos Bancos: Quem Lidera o Calote e o Que Isso Significa Para o Seu Dinheiro

Os balanços do segundo trimestre de 2026 confirmaram o que o mercado financeiro já vinha observando desde o início do ano: a inadimplência acima de 90 dias voltou a subir nos principais bancos do país. Para quem é correntista, investidor ou usuário de cartão de crédito premium, entender esse movimento vai muito além de acompanhar uma estatística de mercado — ele influencia diretamente a segurança do seu dinheiro, as condições de crédito que você vai encontrar nos próximos meses e até a solidez dos programas de milhas e benefícios que você utiliza.

Neste artigo, reunimos os números oficiais divulgados pelos próprios bancos e pelo Banco Central, organizamos tudo em tabelas de fácil leitura e explicamos, sem rodeios, o que cada dado representa na prática para o seu bolso.

1. O que é inadimplência acima de 90 dias e por que ela importa para você

A inadimplência acima de 90 dias é o percentual da carteira de crédito de um banco em que o cliente já deixou de pagar por mais de três meses. É o principal termômetro de qualidade de crédito usado por analistas, reguladores e pelo próprio mercado para avaliar o quanto uma instituição está exposta a perdas.

Para o leitor de alta renda, esse número tem três implicações diretas:

  • Segurança do seu dinheiro: quanto maior a inadimplência, maior a necessidade de provisões do banco, o que pressiona o resultado e, em casos extremos, a solidez da instituição.
  • Condições de crédito futuras: bancos com inadimplência em alta tendem a restringir aprovações, reduzir limites e encarecer juros — inclusive em produtos premium como cartões com anuidade alta e crédito consignado.
  • Estabilidade de programas de benefícios: cashback, milhas e vantagens de cartões são custeados pela rentabilidade do banco. Piora na qualidade da carteira de crédito costuma vir acompanhada de revisão de benefícios ao longo do tempo.

Segundo dados abertos do Banco Central, a taxa média de inadimplência do Sistema Financeiro Nacional avançou de 4,6% para 4,9% entre junho e julho de 2026, o maior patamar da série histórica revisada, iniciada em março de 2011 (fonte: Banco Central do Brasil — Dados Abertos, série SGS 21082). Entre pessoas físicas, o indicador chegou a 5,8% em julho, também recorde da série.

2. Ranking oficial: quem lidera a inadimplência entre os grandes bancos no 2T26

Com base nos resultados trimestrais divulgados pelos próprios bancos, o Nubank aparece na liderança do indicador de inadimplência acima de 90 dias entre as principais instituições financeiras do país no segundo trimestre de 2026.

BancoInadimplência acima de 90 dias (2T26)Variação frente ao trimestre/ano anterior
Nubank6,9%Alta ante 6,5% no 1T26 e no 2T25
Banco do Brasil5,61%Puxado pela carteira rural
Bradesco4,3%Alta ante 4,1% um ano antes
Santander Brasil3,3%Alta de 0,7 ponto percentual em 12 meses
Itaú Unibanco1,9%Estável há vários trimestres

Dados extraídos dos releases de resultados trimestrais de cada instituição. Para consulta direta às fontes primárias, veja a seção 7 deste artigo.


2.1. Por que os números não vêm sempre do mesmo trimestre

Um detalhe importante para quem for cruzar esses dados em outras fontes: nem todos os bancos divulgam seus balanços exatamente na mesma data, e alguns comparativos de mercado combinam trimestres levemente diferentes entre instituições. Por isso, sempre que possível, este artigo utiliza o 2T26 (abril a junho de 2026) como referência principal para todos os cinco bancos, já que foi o período em que todos haviam divulgado resultados publicamente até a atualização deste conteúdo.

Vale lembrar também que parte do movimento de alta observado em 2025 e 2026 tem origem regulatória, e não apenas em deterioração de crédito. Segundo nota técnica do Banco Central, cerca de 70% do aumento da inadimplência observado até junho de 2025 está associado à entrada em vigor de novas regras contábeis de mensuração de instrumentos financeiros, vigentes desde 1º de janeiro de 2025. Sob o novo modelo, baseado em provisão para perdas esperadas, operações inadimplentes permanecem registradas na carteira de crédito por mais tempo antes de serem baixadas como prejuízo — o que eleva estatisticamente o indicador, mesmo sem uma piora real equivalente na capacidade de pagamento dos clientes (fonte: Relatório de Política Monetária, Banco Central do Brasil, setembro de 2025).

Esse detalhe técnico não anula a tendência de alta, mas ajuda a explicar por que os números de 2025 e 2026 não podem ser comparados de forma direta e simplista com anos anteriores a 2025.

3. Por que o Nubank aparece à frente no indicador

O resultado do Nubank no 2T26 chama atenção por um motivo específico: o banco registrou lucro líquido recorde de US$ 1,061 bilhão no trimestre, alta de 17%, no mesmo período em que a inadimplência acima de 90 dias avançou para 6,9%. Segundo a própria instituição, parte da alta é explicada pela migração sazonal de atrasos que já haviam sido identificados no primeiro trimestre do ano (fonte: Economic News Brasil).

Do ponto de vista estrutural, existe uma explicação relevante que qualquer leitor deveria entender antes de tirar conclusões precipitadas: a carteira de crédito do Nubank é fortemente concentrada em cartão de crédito e outras modalidades sem garantia. Esse tipo de crédito é, por natureza, mais suscetível à inadimplência do que operações com garantia real, como financiamento imobiliário ou consignado. Bancos tradicionais como o Itaú, por outro lado, têm carteiras mais diversificadas, com maior peso de operações garantidas — o que naturalmente reduz o indicador.

Isso não significa que o dado deva ser ignorado. Significa que ele precisa ser lido com contexto: lucro recorde e alta de inadimplência podem, sim, conviver no mesmo balanço sem que um seja necessariamente consequência do outro.

Outro ponto que reforça essa leitura é o crescimento da base de clientes do banco no mesmo período: o Nubank encerrou o segundo trimestre com 139 milhões de clientes em toda a América Latina, quatro milhões a mais do que no trimestre anterior, sendo aproximadamente 118 milhões apenas no Brasil. Uma base de clientes em expansão acelerada, somada a uma carteira concentrada em crédito rotativo e parcelado sem garantia, tende naturalmente a apresentar índices de inadimplência mais altos do que carteiras maduras e diversificadas — sem que isso represente, por si só, um sinal de alerta sobre a solidez da instituição.

4. Banco do Brasil: o alerta do agronegócio

O Banco do Brasil foi a instituição tradicional que mais chamou atenção pela deterioração do indicador ao longo de 2026. No quarto trimestre anterior, a inadimplência acima de 90 dias havia saltado para 5,17%, ante 4,51% no trimestre anterior e apenas 3,16% um ano antes — um salto expressivo em doze meses (fonte: Gazeta do Paraná).

Parte desse resultado foi influenciada por um evento pontual: um atraso de R$ 3,6 bilhões relacionado a uma única empresa, que entrou em inadimplência no fim de 2025 e foi regularizado em janeiro de 2026. Mesmo desconsiderando esse episódio isolado, a taxa ajustada ficaria em 4,88% — ainda assim, o maior nível entre os grandes bancos tradicionais do país.

O problema estrutural por trás do número está concentrado no agronegócio, segmento que responde por cerca de um terço da carteira ampliada do banco. O cenário de juros elevados por mais tempo, combinado a discussões sobre renegociação de dívidas rurais, tem pressionado o segmento de forma mais intensa do que o restante da carteira do BB.

5. Bradesco e Santander: pressão moderada, mas monitorada de perto

Bradesco e Santander registraram alta de inadimplência mais contida, mas ambos os bancos vêm reforçando o discurso de cautela em suas divulgações de resultado.

No Bradesco, a inadimplência acima de 90 dias avançou para 4,3%, ante 4,1% um ano antes. Um ponto de atenção adicional está nas operações classificadas em Estágio 2 — créditos cujo risco aumentou de forma significativa, mesmo sem estarem formalmente em atraso. Essa carteira cresceu 15% no trimestre e já representa 5,5% do total, um sinal de que a pressão pode continuar nos próximos períodos (fonte: Seu Dinheiro).

No Santander, a inadimplência acima de 90 dias chegou a 3,3% em junho, alta de 0,7 ponto percentual na comparação anual. As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) subiram 11,5% no mesmo período, para R$ 7,7 bilhões. O diretor financeiro da instituição reconheceu publicamente o impacto do ambiente macroeconômico mais apertado sobre os resultados (fonte: SpaceMoney).

6. Itaú: o mais estável entre os grandes bancos

Entre as cinco instituições analisadas, o Itaú Unibanco segue como a mais consistente em qualidade de crédito. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu estável em 1,9% por mais um trimestre. Nas carteiras de micro, pequenas e médias empresas, o índice avançou para 2%, mas o próprio banco já sinaliza expectativa de estabilização a partir do terceiro trimestre.

A explicação do banco para o movimento pontual em pessoa jurídica está associada ao fim de carências de programas públicos de crédito, e não a uma deterioração generalizada da carteira. Como grande parte dessas operações conta com garantias, o impacto sobre o custo de crédito tende a ser limitado.

6.1. Crédito com garantia versus crédito sem garantia: a chave para interpretar o ranking

Um erro comum ao analisar rankings de inadimplência é comparar bancos como se todos tivessem o mesmo tipo de carteira. Na prática, o mix de produtos explica boa parte da diferença entre as cinco instituições deste levantamento.

BancoPerfil predominante da carteiraEfeito esperado sobre a inadimplência
NubankConcentrado em cartão de crédito e crédito pessoal sem garantiaTende a elevar o indicador
Banco do BrasilForte exposição ao agronegócio e crédito ruralSensível a ciclos agrícolas e climáticos
BradescoCarteira diversificada, com avanço recente em pequenas e médias empresasEfeito moderado, com atenção à carteira em Estágio 2
SantanderMix diversificado, com sensibilidade ao ambiente macroeconômicoEfeito moderado
ItaúMaior peso de operações com garantia real e carteira mais diversificadaTende a reduzir o indicador

Essa tabela ajuda a explicar por que comparar apenas o número final, sem entender o que compõe cada carteira, pode levar a conclusões equivocadas sobre qual banco é “mais arriscado” no sentido amplo.

7. Tabela comparativa: evolução anual da inadimplência por banco

Banco2T25 (ou período comparável)2T26Tendência
Nubank6,5%6,9%Alta
Banco do Brasil3,16%5,61%Forte alta
Bradesco4,1%4,3%Leve alta
Santander2,6%3,3%Alta
Itaú1,7%1,9%Estável

Valores de 2T25 estimados a partir da variação anual informada pelos próprios bancos em seus releases de resultado. Para a série histórica completa e oficial, consulte diretamente o Banco Central e os canais de Relações com Investidores listados na seção 9.

8. O que isso muda na prática para você, leitor de alta renda

Entender esses números não é exercício acadêmico. Eles se traduzem em decisões concretas que impactam seu patrimônio e seu dia a dia financeiro.

8.1. Segurança dos seus depósitos

Depósitos em conta corrente, poupança e CDBs de bancos brasileiros contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição, respeitado o teto global de R$ 1 milhão renovável a cada quatro anos. Mesmo em cenários de piora de inadimplência, essa proteção segue válida para os valores dentro do limite — mas é um bom momento para revisar se seus recursos estão distribuídos de forma que aproveitem essa garantia integralmente.

8.2. Escolha de cartão de crédito e programas de milhas

Bancos com carteiras de crédito mais pressionadas tendem, ao longo do tempo, a revisar regras de acúmulo de pontos, elevar anuidades ou reduzir parcerias de cashback como forma de proteger a rentabilidade. Instituições com indicadores de inadimplência mais controlados, como o Itaú neste levantamento, tendem a ter mais margem para manter benefícios estáveis no médio prazo.

8.3. Aprovação de crédito e limites

Em períodos de alta de inadimplência, os bancos naturalmente adotam critérios mais rígidos de concessão de crédito, o que pode afetar desde a aprovação de novos cartões premium até o aumento de limites solicitados por clientes já correntistas. Se você está planejando solicitar um cartão de categoria superior ou renegociar limites, vale considerar esse cenário e reunir a documentação com antecedência.

8.4. Investimentos em renda fixa privada

Para quem investe em CDBs, LCIs, LCAs ou debêntures de instituições financeiras, a qualidade de crédito do emissor é parte central da análise de risco. Isso não significa evitar automaticamente os bancos com indicadores mais altos — muitos seguem com classificação de risco elevada e rentabilidade sólida —, mas reforça a importância de diversificar entre emissores e observar a evolução trimestral desses números.

8.5. Relacionamento com gerentes e áreas premium/private

Clientes de segmentos premium, private ou uniclass costumam ter acesso a gerentes dedicados e condições diferenciadas de negociação. Em cenários de inadimplência mais alta no mercado como um todo, bancos tendem a intensificar contato proativo com clientes desses segmentos para oferecer produtos de investimento, renegociação de linhas e revisão de limites antes que qualquer problema se manifeste. Aproveitar esse relacionamento para revisar sua exposição de crédito e sua carteira de investimentos é uma prática recomendada neste momento do ciclo econômico.

8.6. O que observar no próximo trimestre

Analistas do setor bancário já sinalizam que o terceiro trimestre de 2026 deve seguir pressionado, com aumento de provisões e maior seletividade na concessão de crédito, especialmente entre pequenas e médias empresas e pessoas físicas com renda mais instável. Itaú e Bradesco vêm sendo apontados como os bancos mais preparados para atravessar esse ambiente com posição mais defensiva, enquanto Banco do Brasil segue sob maior pressão pontual ligada ao agronegócio (fonte: O Especialista, Banco Safra). Para o leitor investidor, acompanhar os próximos releases trimestrais é a forma mais confiável de validar se essa tendência se confirma.

9. Onde consultar os dados oficiais diretamente

Para quem deseja acompanhar esses indicadores de forma independente, sem depender de intermediários, seguem os canais oficiais utilizados como base para este artigo:

10. Perguntas frequentes

O Nubank é um banco menos seguro por ter a maior inadimplência?
Não necessariamente. A inadimplência mais alta reflete o perfil da carteira, concentrada em crédito sem garantia, e não indica, isoladamente, fragilidade financeira da instituição. O próprio banco registrou lucro recorde no mesmo trimestre em que o indicador subiu.

Meu dinheiro está seguro em um banco com inadimplência em alta?
Depósitos até R$ 250 mil por CPF e por instituição contam com a garantia do FGC, independentemente da inadimplência da carteira de crédito do banco. Essa proteção é separada dos resultados operacionais da instituição.

Vale a pena trocar de banco por causa da inadimplência mais alta?
A decisão deve considerar o conjunto de benefícios, tarifas e condições oferecidas, não apenas o indicador de inadimplência isoladamente. O dado é útil como um entre vários critérios de avaliação, especialmente para quem também é investidor em produtos de renda fixa privada.

Com que frequência esses dados são atualizados?
Os bancos de capital aberto divulgam esses indicadores trimestralmente, junto aos balanços financeiros. O Banco Central atualiza os dados agregados do Sistema Financeiro Nacional mensalmente.

Por que os números de 2026 não podem ser comparados diretamente com os de anos anteriores a 2025?
Uma mudança nas regras contábeis de mensuração de instrumentos financeiros, em vigor desde janeiro de 2025, alterou a forma como operações inadimplentes permanecem registradas na carteira de crédito antes de serem baixadas como prejuízo. Isso eleva estatisticamente o indicador em relação ao padrão anterior, mesmo sem uma piora real equivalente na capacidade de pagamento dos clientes.

Qual banco é mais indicado para quem busca segurança no relacionamento financeiro?
Não existe uma resposta única, pois a escolha depende do perfil de produtos utilizados, do relacionamento já construído e das condições oferecidas. O indicador de inadimplência é um dado complementar útil, mas deve ser analisado junto a outros fatores, como rating de crédito, rentabilidade, índice de capital e histórico de solidez da instituição.

Conclusão

Os dados oficiais do segundo trimestre de 2026 confirmam que o Nubank lidera o indicador de inadimplência acima de 90 dias entre os principais bancos do país, seguido por Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Itaú, nessa ordem. Mais do que uma corrida por quem está “pior”, esse retrato reflete diferenças estruturais de carteira, momentos distintos de cada instituição e, no caso do BB, um evento pontual relevante.

Para o leitor de alta renda, o mais importante não é reagir ao ranking isoladamente, mas usar essas informações para tomar decisões mais informadas: revisar a distribuição de recursos entre instituições, acompanhar a evolução dos benefícios de cartões e programas de milhas, e manter-se atento aos releases trimestrais dos bancos com os quais você mantém relacionamento financeiro.

Para receber esse tipo de análise em primeira mão, assim que os balanços são divulgados, entre no canal oficial do Alta Renda Blog no WhatsApp e continue acompanhando as próximas atualizações em altarendablog.com.br.


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